quarta-feira, 10 de julho de 2019



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sexta-feira, 14 de junho de 2019


Como a arte pode ser uma aliada do bom envelhecimento

Projetos de criatividade estão ajudando idosos americanos a viver melhor 

Por: The New York Times

                         Foto: Paul Rogers/The New York Times / NYTNS


 As artes estão injetando vida nova nos corpos e mentes dos mais velhos. Há dois anos, um documentário chamado Alive Inside: A Story Of Music and Memory(Vivo Por Dentro: Uma História de Música e Memória) mostrou o que a música pode fazer para os idosos, especialmente aqueles cujas lembranças e personalidades foram apagadas por causa da demência.

O filme começa com uma mulher de 90 anos, em uma casa de repouso, respondendo perguntas sobre a vida nos Estados Unidos na época em que era criança. Tudo o que conseguia dizer em relação à questões mais específicas era desculpa, não me lembro. Entretanto, assim que recebeu um iPod com as músicas que ouvia quando era jovem, abriu um sorriso enorme, e seus olhos brilharam com as lembranças vívidas que inundavam sua consciência. Agora já podia descrever, em detalhes, as canções e bailes a que ia com as amigas.

Em outra casa de repouso, um homem em estado avançado de demência se recusava a falar ou levantar a cabeça, mesmo quando ouvia seu nome, George. Ele também recebeu um iPod – e, de repente, ganhou vida, começando a falar livremente, acompanhando a música com o corpo, na cadeira de rodas, cantando com as melodias que adorava.

O projeto Música e Memória, retratado no documentário, nasceu da inspiração de um voluntário apaixonado pela música chamado Dan Cohen e se espalhou por várias casas de repouso e clínicas para idosos nos EUA.

De decoração a peças de teatro 

Projetos como esse estão melhorando a vida e a saúde dos mais velhos por meio da arte, ajudando homens e mulheres a viver de forma independente. Pessoas com experiência no setor de artes criaram programas que usam as mais diversas atividades, como música, dança, pintura, bordado, canto, poesia e contação de histórias para dar sentido, alegria e bem-estar à vida dos idosos.

Por meio de uma iniciativa chamada EngAGE, no sul da Califórnia, Walter Hurlburt, 90 anos, que ganhava a vida fazendo placas, hoje decora os cômodos da Colônia de Artistas Idosos de Burbank, onde mora, com pinturas a óleo que cria a partir das imagens que encontra em revistas e livros. Além disso, participa regularmente de aulas de várias formas de arte ministradas na instituição onde, segundo ele, está sempre aprendendo coisa nova.

Quem também mora ali é Sally Connors, uma ex-professora primária de 82 anos que surpreendeu a si mesma escrevendo e dirigindo uma peça que foi representada por colegas. Ao lado de Dolly Brittan, 79 anos, ex-pedagoga, escreveu a história de sua vida, assim como a amiga, em formato de rap – e ambas apresentaram suas lembranças no estilo, no palco, para adolescentes. As duas confessam que o envolvimento com a arte faz com que se sintam décadas mais jovens.

Tim Carpenter, diretor executivo do EngAGE, trabalha para criar uma rede nacional de programas que ajude os idosos a se sentirem saudáveis, felizes e ativos por meio do aprendizado de toda e qualquer forma de arte.

Como em Burbank, Carpenter está promovendo o desenvolvimento de colônias em casas de repouso nas quais os moradores possam estudar e criar diferentes formas de arte, onde possam vê-las ganhar vida, seja no palco ou em exposição.

Benefícios também clínicos

Gene D. Cohen, gerontologista da Universidade George Washington que morreu em 2009, dirigia um estudo que mostrou que a saúde dos pacientes dos grupos culturais, após um ano, se estabilizou ou melhorou comparada ao declínio dos que pertenciam aos grupos de controle. Segundo ele, a criatividade desafia a mente, o que gera prolongamentos dos neurônios. Já se sabe que o engajamento ajuda no envelhecimento. Clinicamente, leva a uma pressão sanguínea mais baixa, reduz os níveis de estresse e aumenta os índices dos ¿hormônios da felicidade¿, responsáveis pela euforia gerada pela prática de exercícios físicos.

O QUE NOS FAZ ENVELHECER


Além do processo de oxidação, existem outros agentes que nos roubam a juventude. A maioria pode estar na origem de doenças como o cancro. 



Em contato com o oxigénio, as células sofrem alterações, ao abrigo do processo de oxidação. Deste processo resultam radicais livres, moléculas instáveis (devido à falta de um eletrão) que estão na origem do envelhecimento. O estilo de vida pode incentivar o seu desenvolvimento desequilibrado. Em equilíbrio, estas moléculas participam na defesa do organismo mas, em excesso, tornam-se nefastas. Se atingirem o ADN das células, podem desencadear cancro.

 Eis os seus principais agentes: 

- Sol

Embora seja necessário para a síntese de vitamina D no nosso organismo, em excesso, promove a oxidação das estruturas da pele. Além da proteção solar, um bom adversário é o antioxidante astaxantina, presente no salmão ou em versão suplemento (600 mg/dia). 

 -Tabaco

São vários os seus compostos que originam radicais livres que lesam as estruturas pulmonares. As substâncias oxidantes a que dá origem espalham-se, depois, através do sangue, por todo o organismo, lesando as membranas celulares. Deixar de fumar é imperativo, mas o antioxidante acetilcisteína (presente em todas as proteínas) em versão suplemento pode ajudar a combater os seus efeitos.
  
- Álcool
 
 Ao ser processado pelo fígado, obriga-o a fabricar radicais livres. Limite o seu consumo a um copo de vinho tinto por dia (mulher) ou dois (homem). O seu principal adversário antioxidante é a silimarina, extraído a partir de cardo mariano e cuja fonte mais eficaz são os suplementos (140 mg/dia).

- Poluição


Os seus tóxicos (por exemplo, o Bisfenol A presente em alguns plásticos) são predominantemente lipossolúveis, ou seja, substâncias gordurosas. Por isso, afeta sobretudo estruturas gordurosas, como o cérebro. Por essa via, gera também radicais livres que vão afetar outras células do organismo. Outras causas Além dos anteriormente descritos, existem outros fatores que também aceleram o envelhecimento humano: 

- Stresse oxidativo É resultado dos excessos que cometemos, como comer ou praticar exercício em demasia. O oxigénio que respiramos está presente nas principais reações metabólicas do organismo (exercício, digestão), produzindo radicais livres (oxidação) que lesam os tecidos como uma queimadura lenta.

 - Açúcar 


Toda a glicose (açúcar no sangue) que não seja rapidamente usada como combustível (para produzir energia) fica, em parte, armazenada no organismo, acabando por caramelizar junto às estruturas nobres das células. Evite consumir açúcar, doces e reduza o consumo de pão ou batata. 

- Gordura má


 Os óleos alimentares e a margarina afetam inicialmente o fígado. Também danificam as membranas celulares, em geral, compostas por gordura. A vitamina E é um antioxidante que contraria a sua ação e está presente em alimentos fontes de gordura saudável, como azeite, abacate e amêndoas.

Doença de Alzheimer


Doença de Alzheimer


A Doença de Alzheimer é apenas uma das várias formas de demências. É uma doença neurológica degenerativa e progressiva, sem uma causa definida, em que ocorre morte dos neurônios (células cerebrais) em diferentes áreas do cérebro. Ela é conhecida desde 1906, quando Alois Alzheimer descreveu o primeiro caso da doença, mas somente nos últimos 20 anos é que começou uma divulgação maior por parte das entidades médicas e da mídia, a respeito desse problema devido ao envelhecimento populacional, já que esse mal está diretamente relacionado à senilidade. Quanto maior o número de pessoas que atingem idades mais avançadas maior vai ser a população dos doentes. Anteriormente o que se chamava de esclerose ou caduquice, hoje chamamos de Alzheimer.

O principal sintoma da doença é a perda da memória recente e devido ao fato das pessoas acharem que o envelhecimento é acompanhado de esquecimento e ao mesmo tempo, que a memória para fatos remotos torna-se mais evidente (o paciente conta fatos do passado com precisão) faz com que os familiares achem que a memória está boa, o que retarda a procura ao médico. O paciente torna-se repetitivo, perguntando várias vezes à mesma coisa e contando fatos passados muitas vezes.

O que chama a atenção dos familiares são a mudanças de comportamento. A insônia, a irritabilidade, o fato de esquecer onde guarda os objetos pessoais e acusar alguém da família, ou a ajudante da casa, de que estão lhe roubando; de que a casa em que estão morando não é dele e constantemente quer ir para sua casa; de arrumar várias vezes seus pertences para ir para casa; de não saber se localizar dentro da própria casa (não sabendo onde é o banheiro, por exemplo); de não reconhecer utensílios da casa como seus. Essas alterações comportamentais fazem com que os familiares procurem assistência médica, muito mais do que o esquecimento, que é interpretado como normal da velhice.

Todas as pessoas estão sujeitas a adquirir a Doença de Alzheimer que pode ser dividida na sua forma senil e não senil. Na primeira, os acometidos são pessoas com 70 anos ou mais, enquanto que na segunda pode se iniciar desde os 45 anos de idade até os 60 anos. Quanto maior a idade maior é o risco da doença. A demência que se inicia precocemente é de evolução mais rápida e tormentuosa do que a senil.

O tratamento da doença é sintomático. Não existe no momento, medicação que cure a doença ou que retarde a sua evolução. Os medicamentos hoje disponíveis melhoram a memória e comportamento. Outros medicamentos são utilizados para tratar sintomas comportamentais (agitação, insônia, agressividade, etc).

A Doença de Alzheimer é, atualmente, um problema de saúde pública, porque a expectativa de vida está cada vez maior, fazendo aumentar a probabilidade das pessoas adquirirem a doença à medida que envelhecem. A idade é o fator de risco mais importante para o seu surgimento. Para cada 5 pessoas que atingem 85 anos, 2 a 3 vão ter Alzheimer, daí a preocupação do sistema de saúde porque teríamos uma epidemia da doença num futuro próximo. Com relação à área médica a preocupação com a doença não é menor. As faculdades de medicina, bem como a mídia, tem tornado a doença mais conhecida das pessoas de modo geral e dos próprios médicos no sentido de reconhecerem a doença mais precocemente, coisa que até então não era possível devido ao despreparo médico.

Fraturas em idosos


Ortopedista alerta para risco fraturas em idosos

 Quedas são mais comuns em banheiros

 Profissional revela que a ocorrência de quedas de idosos são mais comuns dentro de casa Somente este ano, de janeiro a novembro, o Hospital Regional Monsenhor João Batista de Carvalho Daltro (HRL), em Lagarto, na região Centro-Sul de Sergipe, já atendeu a mais de 3.300 pessoas vítimas de vários tipos de quedas, como da própria altura, de telhados, escadas, entre outros. E muitos desses acidentes envolvem idosos e trazem uma grande preocupação. Isto porque a recuperação física nesta fase da vida é mais difícil, mais complicada e mais lenta. 

 O ortopedista Érico de Pinho Menezes, referência técnica em Ortopedia do HRL, revela que a ocorrência de quedas de idosos são mais comuns dentro de casa. De acordo com ele, de todos os cômodos, o banheiro é o local mais perigoso para os idosos. “Isso se deve ao fato de nesse cômodo haver pisos lisos e escorregadios, muitas vezes piorados pela presença de água, além do fato de o idoso ter que abaixar-se e levantar-se do assento sanitário, momento em que há grande risco de desequilíbrio e queda”, afirma Érico de Pinho, que há dois anos atua no Serviço de Ortopedia do HRL. 

Segundo o especialista do HRL, as quedas que ocorrem na rua estão relacionadas às más condições das vias públicas. “Geralmente são calçadas desniveladas, danificadas ou mal sinalizadas”, completa. “Já as que ocorrem no domicílio, decorrem de um ambiente inapropriado para o idoso, com pisos lisos, tapetes soltos, animais de estimação, etc. Cozinha e principalmente banheiro são os cômodos relatados com maior frequência”, salienta o ortopedista. 

Fraturas

 O ortopedista do HRL ressalta que as quedas nesta fase da vida podem representar gravidade porque muitas vezes causam fraturas. Por isso, é preciso ficar atento aos cômodos com muitos móveis, o que dificulta a circulação das pessoas. “Nessa faixa etária é comum uma perda importante da densidade mineral óssea, culminando com a osteoporose e com grandes riscos de fraturas. Nesse contexto, as fraturas mais comuns são as do quadril, principalmente as do colo do fêmur; as do punho, principalmente as da extremidade distal do rádio; e em menor grau, as da coluna vertebral com fraturas por achatamento de corpos vertebrais”, lembra o especialista. 

Érico de Pinho alerta que, a depender a gravidade da queda, muitos casos podem evoluir até para o óbito do paciente. “O risco é sempre grande em fraturas do quadril, que são em sua maioria cirúrgicas. Tais fraturas levam a um longo período de internamento com risco muito aumentado de complicações como tromboses, infecções hospitalares, descompensação de doenças clínicas prévias, escaras (feridas) devido ao período de imobilização prolongado dentre outros”, salienta. 

Prevenção 

Entre os cuidados básicos para evitar os acidentes com idosos, o ortopedista recomenda tornar a casa um ambiente mais seguro de se viver. “Devem ser evitados pisos muito lisos, principalmente em ambientes com possibilidade de água, como banheiro, cozinha e área de serviço, tapetes com bordas livres, presença de animais de estimação circulando pela casa, ambientes mal iluminados, desníveis como degraus ou escadas”, orienta. 

Além desses cuidados, o médico do HRL acrescenta outras medidas preventivas. “A presença de corrimãos e guarda-corpos em ambientes onde o idoso precisa subir ou descer degraus ou sentar-se e levantar-se com freqüência, ajuda a diminuir o risco de queda. É sempre muito importante também a companhia de uma pessoa que possa dar uma atenção especial ao idoso, principalmente àqueles com idade mais avançada e com limitações mais severas”, destaca. Fonte e foto: SES

                                Foto: Grupo de Idosos Viver Mais

O preconceito com os idosos na sociedade atual 

O preconceito com os idosos na sociedade atual é, por vezes, descarado e se expressa desde a expressão: “velho” ser usada de forma pejorativa até o mal trato por parte de familiares. Em outras vezes, o preconceito com os idosos acontece de forma velada e acontece com a desintegração da identidade da pessoa como se o processo de envelhecer tivesse apagado a sua individualidade e a pessoa tivesse se transformado numa entidade coletiva em que todos que envelheceram se tornaram iguais. Quem já não ouviu frases como: 
 Não liga não! Ele está velho!
 Coitadinho, está velho! 
 Isso é coisa de velho! 
 Ele está muito velho para isso! A verdade é que existem muitas crenças a respeito do processo de envelhecimento que resultam em estereótipos negativos. Esses estereótipos acabam insinuando as pessoas idosas como mal humoradas, passivas, com pouca energia e dependentes dos outros. Ocorre na verdade um processo de discriminação em relação a essa fase da vida, tão grave quanto qualquer outro preconceito, seja ele de qualquer origem. 

Preconceito enraizado

 Você já se sentiu discriminado por causa da sua idade ou viu alguém sendo discriminado por ser idoso? 
 Você acha ofensiva a expressão: “velho”? 
 Se você é ou fosse idoso se incomodaria de ser chamado de velho? 
Estas questões servem como parâmetro para percebermos que o preconceito com os idosos é, muitas vezes, enraizado e de forma tão profunda que sequer se percebe que ele existe! 
Há um apelo social tão esmagador para ser eternamente jovem que envelhecer parece algo ofensivo! Quantas pessoas hoje não dizem:
-Ah! Eu não quero envelhecer não! Esta frase dita de outra forma, caso se pare para pensar, significa o mesmo que: “eu quero morrer jovem”! 
A equivocada situação de nossa sociedade atual de “proibir o envelhecimento” faz com que, inconscientemente, se prefira morrer a envelhecer. 

O direito e a dádiva de envelhecer 

Esse preconceito com os idosos é uma forma de negligenciar pessoas não lhes dando o direito de viver suas vidas ao seu modo. Há que se reconhecer que ser idoso não é sinônimo de ser fraco ou ser cansado e sequer de se ser frágil! 
O fato é que aquele que envelhece é o que teve mais tempo para obter experiência e transformar sua experiência em sabedoria de vida. Alguns não fazem isso, mas a oportunidade de obter sabedoria através da experiência é aproveitada por muitos, embora não reconhecida socialmente. 
Exemplo: o mercado de trabalho, geralmente, não oferece oportunidade para as pessoas idosas.

A necessidade de uma nova visão 

Uma nova visão do idoso se faz necessária, não só pela urgência do momento, mas também porque todos aqueles que hoje ainda não são idosos no futuro serão. 
O avanço da medicina, as facilidades provenientes dos avanços tecnológicos e outros fatores estão fazendo com que a nossa sociedade fique mais idosa ao se aumentar a longevidade de vida. Viver mais tempo implica, ao mesmo tempo, que teremos mais pessoas que convivem com perdas. Sim! A velhice é permeada de inúmeras perdas, como, por exemplo:
 Saúde
 Pessoas próximas 
 Status 
 Segurança financeira 
 Convivência familiar Entre outras perdas. 
            (A expectativa de vida do brasileiro em 2013 é de 74,9 anos) 
A terceira idade é uma fase em que a qualidade de vida precisa ser mais do que nunca ser buscada para equilibrar a conta em razão das dificuldades naturais que surgem com o avançar da idade. Porém, a busca individual de qualidade de vida por parte da pessoa idosa é bastante dificuldade pelos obstáculos sociais. 
Hoje vivemos numa sociedade que prega a “eterna juventude” e tudo o que não é associado a esta ideia assume um caráter social negativo. 
Hoje, quando alguém chama o outro de “velho” é num sentido pejorativo! É comum também no próprio seio familiar a presença do idoso não ser aceita por não condizer com os parâmetros de eterna juventude. 
Isso nos mostra o quanto nossa sociedade precisa amadurecer e não somente envelhecer. 
Todo preconceito é ruim, mas é preciso dizer que: “o pior preconceito é aquele carregado pela própria pessoa em relação a si mesma”. Se você for uma pessoa idosa: 
Orgulhe-se de ser idoso, defenda o seu direito de envelhecer e agradeça a dádiva de ser alguém que faz do tempo um caminho para ser um alguém melhor. 
Se você não é uma pessoa idosa torça para chegar a ser, pois se isso não acontecer significa que sua vida foi curta. 
E envelhecendo, seja sábio hoje para viver uma situação melhor amanhã! Trate e veja o idoso de hoje da mesma forma que você quer ser tratado e visto como idoso amanhã! 
O preconceito com os idosos existe em nossa sociedade, mas, como todo preconceito, é tolo! E o preconceito com os idosos é extremamente tolo porque é um preconceito contra si mesmo no futuro. 

Paulo Rogério da Motta

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016


MPPE lança projeto para incentivar apadrinhamento afetivo de idosos 

Proposta é garantir apoio a pessoas que perderam laços familiares. 'Vidas que se Transformam' foi lançado, nesta quinta (27), em Paulista.  

Do G1 PE

Campanha foi lançada em Paulista  O Ministério Público de Pernambuco lançou, nesta quinta-feira (27), em Paulista, no Grande Recife, o Projeto ‘Vidas que Se Transformam’. A proposta é incentivar o apadrinhamento (Foto: Ascom/MPPE)afetivo de idosos que não têm mais laços familiares. Com isso, os promotores pretendem assegurar a essas pessoas cuidados e melhores condições para viver. 

De acordo com o MPPE, toda pessoa maior de 18 anos e com capacidade civil pode apadrinhar idosos acolhidos em instituições de longa permanência da cidade. Os padrinhos atuarão como prestadores de serviço voluntários e vão desenvolver com seu afilhado um contato por meio de visitas, passeios, atividades como música, leitura e conversas. As atividades vão ser acompanhadas por representantes da instituição que abriga o idoso e devem ter a autorização da coordenação do Núcleo do projeto do MPPE.

Caso o padrinho ou madrinha desejar apenas o apadrinhamento financeiro, colaborando com as despesas do idoso, o termo de compromisso também poderá ser autorizado pelo MPPE. Os interessados em participar da iniciativa devem procurar o Núcleo de Apadrinhamento do MPPE, na sede das Promotorias de Justiça de Paulista. 

Lá, podem fazer seu cadastro e apresentar ficha de inscrição preenchida e cópias da carteia de identidade, CPF e comprovante de residência. Após a inscrição, a equipe do Núcleo realizará uma avaliação psicossocial dos candidatos. 

A equipe do projeto cuida e acompanha todo o processo, com a finalidade de garantir o bem-estar de todas as pessoas envolvidas, inclusive com encontros periódicos para trocar experiências. A iniciativa é da promotora de Defesa da Cidadania de Paulista, Christiana Ramalho Leite Cavalcante.

Segundo ela, mesmo as instituições de acolhimento já remodeladas pelo Estatuto do Idoso não favorecem condições plenas a seus acolhidos, porquanto não guardam relação com a realidade social e se tornam locais encarceradores, na maior parte do tempo, sem atividades lúdicas e prazerosas.


Chikungunya é perigo no verão, principalmente para os idosos

Como doença é recente, população está mais suscetível à infecção 

 DE A TRIBUNA ON-LINE 

Chikungunya é transmitido pelo Aedes aegypti (Foto: Marcos Santos/USP Imagens) A chikungunya, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti (como a dengue e zika), traz dois alertas para o

(Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

verão: o aumento de casos na Baixada Santista e o risco de morte, principalmente, aos idosos. O perigo à terceira idade faz parte de estudos internacionais, já que o vírus é recente no Brasil. 

Quem explica é André Ribas Freitas, membro do comitê científico da Sociedade Brasileira de Dengue/Arboviroses. Segundo ele, a chikungunya é a grande preocupação deste verão e, o que ninguém fala, é que ela pode ser fatal.

 “A chikungunya mata muito mais a pessoa idosa que a dengue. Um estudo feito nas Ilhas Reunião (Oceano Índico, a leste de Madagascar), onde o mal existe há mais tempo, a população de mais de 65 anos teve taxa de 69 óbitos para cada 100 mil habitantes. Nos infectados de 25 a 45 anos o número caía para dois óbitos a cada 100 mil”, explica o especialista. 

Este ano já foram registrados 159 óbitos pela doença no Brasil, principalmente na região Nordeste. O Estado de São Paulo não teve nenhum caso fatal de chikungunya, até o momento. 

Cenário regional 

Na Baixada Santista, apenas Bertioga não registrou queda nos casos de dengue entre 2015 e 2016. Então, este ano, a maior preocupação foi com o vírus Zika nas gestantes, por causa da microcefalia (malformação cerebral causada pelo Zika). 

Já para 2017, especialistas e o próprio Ministério da Saúde trabalham com a possibilidade de que ocorra uma alta nos casos de chikungunya. 

A explicação é simples: uma vez que a doença é recente (identificada pela primeira vez no Brasil em 2014), a população está mais suscetível. 

Só em Santos foram 31 casos de chikungunya confirmados este ano até agora, contra nenhum em 2015.

 Com a chegada do verão, a tendência é de alta nas estatísticas e, segundo o infectologista que trabalha na rede de saúde municipal de Santos, Marcos Caseiro, ainda há sub-notificação. Ou seja, os números devem ser maiores. 

“A chikungunya vai crescer, não temos dúvida. Com o trânsito de pessoas poupando e preferindo viajar para dentro do próprio País com a crise, indo para o Nordeste onde a infestação é maior, é esperado que a circulada doença aumente”, diz Caseiro. 

Cubatão, cidade com o segundo maior número de casos de chikungunua, confirma a tese. Lá houve 17 notificações, nenhuma delas originada no Município (os pacientes são de cidades vizinhas ou viajaram para o Nordeste). Outros 29 casos foram descartados, dois aguardam resultado e em quatro situações os exames foram inconclusivos. Em 2015, registrou-se apenas um caso. 

Tanto os governos municipais quanto o Estadual e o Federal dizem que lutam contra as doenças transmitidas pelo Aedes e que há assistência no Sistema Único de Saúde (SUS). Mas, o exame de sorologia para chikungunya na Baixada Santista precisa ser enviado ao Adolfo Lutz, na Capital. O resultado demora um mês. Só em planos de saúde o médico consegue diagnóstico mais rápido (cerca de duas semanas). 

Por isso, a orientação de especialistas é para que a população colabore e combata o mosquito. “Se pegarmos o exemplo da dengue, que começou primeiro no Nordeste, mas teve maior epidemia em São Paulo nos últimos anos, podemos esperar que ocorra o mesmo com a chikungunya aqui. É difícil prever quando, mas a certeza é de que o risco do Estado é tão grande (de tê-la), comparado ao resto do País. Resta se proteger e eliminar o Aedes”, diz Freitas, que lembra ainda não existir medicamentos para as doenças, só contra os sintomas.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016


Saúde na terceira idade: Conheça 5 esportes para idosos

Além de afastar o sedentarismo, esportes para idosos oferecem vários benefícios à saúde.

A prática de atividades físicas para pessoas acima de 60 anos é fundamental para melhorar a qualidade de vida. Se movimentar-se é uma necessidade para espantar o sedentarismo, conhecer e praticar esportes para idosos torna-se ainda mais importante. esportes-para-idosos Jogar tênis é uma das opções de esportes para idosos.

A importância dos esportes para idosos

Com a chegada da terceira idade, a capacidade física do corpo humano sofre muitas alterações. A redução da resistência e da força muscular são algumas delas. Mas isso não é motivo para se acomodar e achar que não é possível fazer muito esforço e praticar esportes.

 Ao contrário, nessa fase da vida é ainda mais importante manter o corpo em movimento, respeitando as suas novas condições e limitações. E que tal fazer isso praticando esportes para idosos?

São inúmeros os benefícios que as atividades físicas trazem para a saúde, tanto para o estado físico quanto para o mental e psicológico.

Manter o corpo ativo auxilia no fortalecimento dos músculos, melhora a flexibilidade e o condicionamento físico, aumenta os movimentos e ainda ajuda na prevenção de uma série de doenças como hipertensão, derrames, varizes, obesidade, diabetes, osteoporose, problemas no coração e pulmões.

 E ainda evita a ansiedade e a depressão, pois promove a integração com outras pessoas, evitando o isolamento.

Veja 5 opção de esportes para idosos 

Conheça alguns esportes para idosos que podem ser praticados regularmente.

Natação e hidroginástica 

As atividades na água trazem diversas vantagens para as pessoas. Desde o fortalecimento dos músculos até a melhora no processo respiratório, nadar é uma ótima opção para os idosos.

Como trabalha com a parte aeróbica, a natação e a hidroginástica ainda protege as articulações e trabalha a circulação sanguínea, ajudando no tratamento de doenças como artrite e osteoporose.

Caminhada e corrida

Caminhar pelo menos 30 minutos todos os dias é fundamental para levar um estilo de vida saudável. E é um dos esportes para idosos mais praticados. A atividade ajuda a combater problemas cardiovasculares e melhora a respiração. Além disso, ainda fortalece os músculos e desenvolve o equilíbrio e coordenação motora.

Ioga e pilates

Ioga e pilates são ótimas opções para adquirir flexibilidade e equilíbrio. Trabalham também no alívio de dores, na melhora da postura corporal e até na autoestima, devido a sua filosofia espiritual.

Bicicleta

Andar de bicicleta pode ser uma atividade bem prazerosa para os idosos. Pedalar não exige muito esforço, além de proporcionar um passeio agradável por parques e praças. Ela ajuda a fortalecer os músculos presentes no quadril e nas pernas, promovendo o equilíbrio.

Musculação Por último, melhorando o condicionamento físico e a resistência muscular e dos ossos, a musculação é uma das atividades mais importantes. É preciso trabalhar principalmente na repetição dos exercícios e não no peso. Dessa forma, você conquista o fortalecimento dos músculos, melhora a circulação sanguínea e a respiração.

É importante lembrar que a prática de esportes para idosos deve ser feita depois de um alongamento e aquecimento adequados, evitando lesões e problemas mais sérios. O objetivo de fazer atividades diariamente é manter a saúde física e mental do corpo. Afinal, a busca por qualidade de vida não tem idade.

Vocês, idosos, quais são as suas atividades físicas preferidas? Quais delas vocês indicariam para outros idosos?

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Valorização do idoso

Valorização do idoso

A valorização do idoso começa dentro de nossas próprias residências, pois são eles que construíram o mundo...

Valorização do idoso começa dentro de casa

Percebam e respeitem essa realidade quando elas próprias chegam à velhice. Quando jovens e ágeis, não percebem a fragilidade do ancião e não lhes dão a devida atenção.

Devemos refletir mais sobre isso. Os idosos de hoje foram aqueles que construíram o mundo até aqui. Agora, não podendo contar com o mesmo vigor de antes, acabam dependendo dos cuidados dos mais jovens. É justamente nessa hora que a família tem a possibilidade de retribuir ao idoso tudo o que ele fez antes, ajudando-o sempre que necessário, amparando-o.

Dizem que um pai é capaz de criar dez filhos, mas, às vezes, esses dez filhos depois não são capazes de cuidar desse pai. Quantos pais estão dolorosamente abandonados na solidão de um quarto, ou, quem sabe, em um asilo? Muitas vezes, a solidão é mais fatal do que a doença. De muitos olhos cansados correm lágrimas de tristeza e de saudade dos seus.


                                                     Foto: Grupo de Idosos Viver Mais


Não basta dar aos velhos um lugar para viver, se for para ficarem longe de suas famílias. É preciso mais. É indispensável o calor do lar, a companhia dos filhos e dos netos que também ajudou a criar. Nessa hora é que a gente enxerga a verdadeira família.

Deus valoriza muito os pais, especialmente na velhice. Não foi por acaso que Ele colocou entre os Dez Mandamentos um especialmente para os pais: " IV - Honrar pai e mãe". São Paulo diz que esse Mandamento é "o primeiro" que vem acompanhado de uma promessa de Deus. "Honra teu pai e tua mãe, para que sejas feliz e tenhas vida longa sobre a terra" (Dt 5,16; Ef 6,2).

Quem de nós não quer ter vida longa sobre a terra? Quem de nós não quer ser feliz nesta vida? Quando o livro do Eclesiástico fala da importância dos pais, fala aos filhos: "Meu filho, ajuda a velhice do teu pai, não o desgoste durante a vida. Se seu espírito desfalecer, sê indulgente, não o desprezes porque te sentes forte, pois tua caridade para com o teu pai não será esquecida". "... por teres suportado os defeitos de tua mãe, ser-te-á dada uma recompensa: [1] tua casa tornar-se-á próspera na justiça; [2] lembrar-se-ão de ti no dia da aflição; [3] teus pecados dissolver-se-ão como o gelo ao sol forte" (3, 14-17).

São muitas as promessas que Deus faz ao bom filho, àquele que cuida bem dos seus pais, especialmente quando eles já estão no final da vida. Muitos filhos, nas atribulações do dia-a-dia, acabam se esquecendo dos pais idosos, faltando-lhes o carinho, a companhia e o sustento. Sabemos que é incômodo cuidar dos velhos, doentes, às vezes ranzinzas. Mas é nesta hora, sobretudo, que se prova o amor dos filhos por eles.

Se a nossa caridade para com os outros irmãos não é esquecida por Deus, quanto mais a caridade para com nossos pais! Uma boa maneira de ajudar o idoso a viver bem é dar-lhe a oportunidade de trabalhar dentro de suas possibilidades; se o seu corpo agora é fraco, no entanto a sua experiência é valiosa; a sua sabedoria é grande. Saibamos beber nesta fonte de graça.

Prof. Felipe Aquino

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016


Brasil é 31º em ranking de bem-estar de idosos

Lista de 91 países analisou garantia de renda, saúde, emprego e educação, e ambiente social; país é elogiado por Estatuto do Idoso. 

Da BBC 

O Brasil ocupa a 31ª posição em um ranking de 91 países que mediu a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas com mais de 60 anos.

O levantamento Global AgeWatch Index 2013 foi feito pela ONG HelpAge International, que luta pelos direitos dos idosos, e se baseou em dados de 13 diferentes indicadores relativos a quatro áreas consideradas chave: garantia de renda, saúde, emprego e educação, e ambiente social.

Envelhecimento prejudica tomada de decisões racionais, diz estudo Vantagem imunológica explica longevidade maior de mulheres, sugere estudo Isolamento social aumenta risco de morte entre idosos, diz estudo Veja mais notícias sobre a saúde dos idosos Em cada um desses quesitos, os países receberam notas que variaram de zero (mínima) a cem (máxima). A média delas estabeleceu a posição no ranking geral. Com nota 58,9, o Brasil recebeu elogios pela adoção do Estatuto do Idoso, aprovado em 2003.

O melhor desempenho do país se deu na categoria garantia de renda, ocupando a 12ª posição mundial. O ranking cita as transferências de renda implementadas pelo governo brasileiro como medida que ajuda a diminuir a desigualdade, que prejudica o bem-estar dos idosos.

Já no quesito emprego e educação, que analisou o número de pessoas entre 55 e 64 anos empregadas e o grau de instrução dos idosos, o Brasil teve seu pior desempenho: ficou 68º lugar, atrás de alguns vizinhos, como Colômbia, Venezuela, Argentina e Uruguai.

Nas categorias saúde e ambiente social, o país obteve a 41ª e 40ª posição, respectivamente.

Suécia
O ranking é o primeiro a focar na qualidade de vida e no bem-estar dos idosos a partir de uma análise comparativa entre países que, juntos, respondem por 89% dos idosos do mundo.

O líder geral é a Suécia, seguido por Noruega, Alemanha, Holanda e Canadá. No último lugar, está o Afeganistão, considerado o país onde a população acima de 60 anos enfrenta maior dificuldade para viver.

O Brasil, assim como o Uruguai e a Argentina, apresentou um desempenho superior ao seu nível de desenvolvimento econômico, o que, segundo o levantamento, está ligado à adequação de seu sistema de previdência, em especial nas áreas rurais.

Apesar de assinalar que o bem-estar dos idosos em um país costuma estar associado ao seu grau de riqueza, o relatório destaca que nações com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) vêm encontrando maneiras de oferecer melhores condições à população acima de 60 anos.

O estudo aponta o caso do Sri Lanka e da Bolívia, que ocupam, respectivamente, a 36ª e a 46 ª posições no ranking, mas que vêm investindo em programas de assistência social aos idosos.

O ranking destaca ainda que, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) o número de idosos no mundo ultrapassará 1 bilhão de pessoas nos próximos dez anos e chegará a 2 bilhões em 2050, quando essa parcela corresponderá a mais de um quinto da população mundial.




Idosos que iniciam atividade física têm aumento na expectativa de vida 
Quem começa a se exercitar mais tarde tem aumento na longevidade. Redução do risco de infarto e melhora do sono são outros benefícios.

 Você acha que não dá mais tempo de se preparar pra ter uma velhice de qualidade? Vai se surpreender com as histórias de idosos que começaram a se exercitar mais tarde e hoje estão mais do que prontos pra viver com saúde até o final da vida. Pra falar sobre longevidade, o Bem Estar recebeu o médico do esporte Leandro Echenique e o geriatra Carlos André Freitas dos Santos.

A atividade física melhora as conexões cerebrais. Quando fazemos exercícios, os músculos liberam proteínas que agem no cérebro, estimulando as conexões cerebrais. Quando as conexões aumentam, há melhora de memória, de concentração e do sono.

Por onde começar - Faça uma caminhada de 10 minutos, cinco vezes por semana. A caminhada que traz benefícios à saúde é aquela que deixa a pessoa ofegante, mas que ainda permite conversar. Quando já estiver confortável com os 10 minutos, aumente o tempo. - Faça alongamento, musculação e exercícios de equilíbrio pelo menos duas vezes por semana. - A musculação deve ser feita com peso leve e oito repetições em cada região do corpo. Se não conseguir terminar as oito, diminua o peso ou faça sem nada.

Benefícios da atividade física para idosos
Pesquisas recentes mostram que iniciar uma atividade física, mesmo após os 70 anos, traz inúmeros benefícios:
- Reduz risco de infarto
- Aumenta o tempo de vida
- Melhora a flexibilidade, força muscular e condicionamento físico
- Reduz o risco de quedas
- Reduz a osteoporose
- Melhora do sono
- Reduz a ansiedade e melhora o humor
- Controla o diabetes e a pressão arterial


   Do G1, em São Paulo - Bem Estar

quarta-feira, 19 de agosto de 2015


Como a Doença de Alzheimer ainda é muito desconhecida, há também um despreparo no que se diz respeito a alimentação do portador dessa demência. Dentre os fatores de risco citados para o Alzheimer estão o diabetes mellitus, as doenças vasculares, a desnutrição e a institucionalização, que estão diretamente ligados a alimentação.

Para se obter uma dieta de qualidade e o modo de se faze-lo é: 

– de 4 a 6 refeições diárias, com maiores quantidades de alimentos nas refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) e uma menor proporção nos lanches intermediários;

– alimentos fontes de carboidratos (pães, bolachas, arroz, batata, farinhas etc.), proteínas (leite, queijo, carnes de boi, aves e peixes), vitaminas e minerais (frutas, hortaliças folhosas e não folhosas) e gorduras (margarinas, manteigas e óleos vegetais), diariamente;

– oferecer alimentos variados, procurar manter sempre um alimento de cada grupo em todas as refeições;

– observar a necessidade de modificação da consistência dos alimentos quando iniciar os problemas de deglutição (engasgos constantes e pigarro). Os alimentos devem ser cozidos além do ponto, a fim de facilitar a deglutição, mas não significa que devem ser totalmente batidos em liquidificador;

– evitar a utilização de vários alimentos liquidificados, pois perdem o sabor e não ajudam exercitar a memória daquele alimento que foi prazeroso um dia. Os alimentos pastosos ou liquidificados devem ser oferecidos separadamente;

– variar bem o sabor dos alimentos utilizando especiarias como a canela em pó no preparo de carnes bovinas, frangos e leguminosas; cravo, hortelã, coentro etc.;

– utilizar os sabores agridoce para aumentar a ingestão de alimentos acrescentando açúcar em pequena quantidade no preparo do alimento salgado; – controlar a obstipação e a diarréia a partir da alimentação. No caso de diarréia abrandar toda a fibra presente em leguminosas e hortaliças a partir da cocção das mesmas. Na obstipação deve-se ingerir a maior quantidade de líquidos possível, sempre modificando o sabor a fim de facilitar a deglutição;

 – evitar alimentos somente se houver alguma patologia associada, como: diabetes, pressão alta, aumento do colesterol, etc., sempre com a orientação de um médico;

– monitore sempre o peso do paciente, assim será possível fazer intervenções precoces se necessário.

GRUPO
CATEGORIA
ALIMENTO
Energéticos
Cereais
Arroz, macarrão; farinhas (maisena, aveia, fubá, mandioca, tapioca).
Tubérculos
Batatas (inglesa, doce, baroa (ou mandioquinha), aipim, inhame.
Açúcares
Mel, melado, açúcar.
Leguminosas
Grão-de-bico, feijões (preto, carioca, mulatinho, branco, etc).
Gorduras
Óleos (azeite, soja, girassol, milho, canola) manteiga, margarina.
Proteínas
Carnes
Bovina, aves, peixes, miúdos, leite, queijos, iogurte, ovos.
Vitaminas e Minerais
Frutas
Abacaxi, ameixa fresca, ameixa seca, banana prata, banana d’água, caqui, figo, goiaba, kiwi, laranja, maçã, mamão, manga, melancia, melão, morango, pêra, pêssego, tangerina, uvas.
Verduras
Alface, acelga, agrião, abobrinha, almeirão, brócolis, bertalha, chicórea, couve, couve-flor, cebola, espinafre, escarola, repolho, rúcula.
Legumes
Abóbora, aspargos, berinjela, beterraba, cenoura, chuchu, ervilha verde, jiló, pepino, palmito, pimentão, quiabo, rabanete, tomate, vagem.

REFEIÇÃO
CARDÁPIO
Café da manhã
– leite com café ou chocolate: 1 xícara;
– pão francês, de fôrma (branco ou integral): ½ ou 1 unidade;
– manteiga ou geléia: somente o suficiente.
1º Lanche
– Laranjada (2 ou 3 laranjas + água) ou limonada;
– 3 biscoitos cream craker.
Almoço
– salada de alface + tomate + chuchu;
– kibe de forno com hortelã: um pedaço pequeno;
– arroz (2 colheres de sopa): branco ou integral;
– feijão: 1 colher;
– cenoura refogada com salsa picadinha;
– sobremesa: gelatina ou fruta.
2º Lanche
– leite batido com banana + 2 colheres de chá de melado.
Jantar
– sopa de legumes com massinha ou canja;
– sobremesa: maçã assada com mel e canela.
3º Lanche
– mingau de aveia com canela.


Aposentadoria: No Brasil, previdência é um desafio para o futuro

Andreia Martins 
Da Novelo Comunicação 24/07/2015

Como você imagina a sua renda no futuro? De 2009 para cá, o envelhecimento da população é uma tendência em muitos países e seu reflexo pode ser observado no consumo, mercado de trabalho, organização familiar e nos gastos do governo com saúde e previdência social.

Cada país pode ter o seu modelo próprio de previdência. No geral, o objetivo é o mesmo: garantir recursos financeiros à população mais velha ou que precisa de assistência e proteção quando esta se afasta do mercado de trabalho por diferentes motivos -- doença, invalidez ou idade avançada.

No Brasil a Previdência Social é um direito social assegurado na Constituição ao trabalhador registrado (há a opção privada, para qualquer indivíduo, em qualquer idade). A principal fonte de recursos para pagar as despesas da aposentadoria pública é a cobrança de um tributo em folha de pagamento.

Resultado de imagem para idoso aposentadoriaPara manter o sistema em equilíbrio, o país precisa ter um número maior de pessoas no mercado de trabalho em relação ao número de beneficiados na previdência. Outra forma de equilibrar o sistema é alocar recursos para a previdência oriundos de outras fontes de arrecadação do governo.

Chama-se de deficit previdenciário o resultado negativo do cálculo a partir da diferença entre a arrecadação dessas contribuições e as despesas com os benefícios. Nos últimos anos, o Brasil acumula sucessivos deficits devido a um possível conjunto de fatores: a deterioração dos postos de trabalho, o emprego informal (sem carteira assinada), a má gestão dos recursos e o envelhecimento da população.

Em relação ao fator demografia, quanto maior é a expectativa de vida de uma população, maior é o gasto do governo com a aposentadoria dos trabalhadores. Uma pesquisa da ONU sobre Envelhecimento no Século 21 apontou que, entre os idosos, a segurança financeira representa a maior preocupação.

Nas últimas décadas, o Brasil viu sua população idosa aumentar em um ritmo mais rápido do que o previsto (devido à queda da fecundidade e ao aumento da expectativa de vida do brasileiro, que subiu para 74, 9 anos, segundo dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Assegurar o bem-estar da população mais velha e equilibrar as contas da seguridade social é hoje um desafio para o futuro do país.

Atualmente o governo brasileiro alega que o sistema previdenciário não seria sustentável ao longo dos próximos anos. Para conter as despesas, o governo propôs endurecer as regras de acesso aos benefícios da previdência.

Em junho de 2015, o Congresso aprovou o mecanismo 85/95, que prevê mudanças no cálculo da aposentadoria. Com a nova regra, a soma da idade + o tempo de contribuição deve ser de 85 anos para mulheres e 95 anos para homens. A partir de 2017, o mecanismo será gradativamente acrescido em 1 ponto até 2022.

Resultado de imagem para idoso aposentadoriaAssim, em 2017 as idades passam para 86/96, em 2019 para 87/97, em 2020 para 88/98, até chegar em 90/100 em 2022. A mudança gradativa foi uma decisão da presidente Dilma frente à proposta inicial aprovada no Congresso. O argumento foi que com o aumento da expectativa de vida, os gastos com aposentadoria dos idosos seriam acrescidos, elevando as despesas públicas e provocando um deficit previdenciário.

Hoje, a previdência consome 22,7% da despesa total do governo brasileiro. Uma pesquisa internacional apontou que os gastos previdenciários equivalem a 11% do PIB no Brasil e a 6% do PIB nos EUA, sendo que a proporção da população norte-americana acima dos 60 anos (16% da população total) é o dobro da brasileira (8% da população total).

Para especialistas, a valorização do salário mínimo -- que corrige os benefícios --, a aposentadoria precoce e o excesso de pensões são fatores que ajudam a elevar os gastos do governo com a previdência.

Por isso, equilibrar as contas públicas é um dos pontos centrais da mudança já que o Brasil viverá uma transição demográfica a partir de 2030, quando a previsão do IBGE indica que a população brasileira vai atingir seu pico e terá o maior número de pessoas trabalhando. A população jovem, entre 15 e 29 anos, deve cair muito a partir desta data.

Essa mudança de perfil na população torna urgente a discussão sobre o modelo de aposentadoria, já que os idosos de amanhã estão no mercado de trabalho hoje, e o governo precisa preparar seu orçamento para não ter o mesmo problema que países europeus, por exemplo.

A crise econômica da Europa não foi motivada por questões previdenciárias, mas esse item na despesa teve um peso considerável num cenário de alto endividamento público. Com um perfil de população mais velha -- visto como avanço e sinônimo de qualidade de vida -- os gastos sociais tornaram-se insustentáveis com a estagnação das economias desde 2009.
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Um exemplo é a Grécia, ao lado da Itália, o país que mais gasta com previdência. Lá a renda em metade dos lares vem da aposentadoria e 45% dos aposentados vivem sob a linha da pobreza. Em meio à crise, a redução no valor pago às pensões, como exigem alguns, poderia reduzir os gastos, mas levaria a um aumento da população pobre e traria outros problemas ao país.

Toda essa discussão passa por garantir um bom envelhecimento e estabilidade aos mais velhos. Embora para uns a imagem de uma população mais idosa caracterize um país como frágil e incapaz, mudanças de comportamentos e novas tecnologias sugerem que não é bem assim.

Muitas pessoas preferem trabalhar mais que o tempo previsto, por exemplo, mesmo numa idade avançada. Muitos iniciam uma nova atividade para não ficarem parados. E será que gerações futuras vão desejar trabalhar mais tempo? Se sim, isso aumentaria o tempo de arrecadação do governo e a produtividade do país.

Ao longo da história, as mudanças demográficas criaram desafios importantes para as sociedades. Muitos países fizeram reformas, se adaptaram a novos cenários. Até 2030 o Brasil tem um curto tempo para definir como vai tratar a sua melhor idade.

BIBLIOGRAFIA Artigo Previdência do trabalhador: uma trajetória inesperada, de Mariana Batich. 2004. Disponível online

O direito à velhice: Os aposentados e a previdência social, de Eneida Gonçalves de M. Haddad (Cortez; 2000)

Andreia Martins

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São João 2014

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Dia das Mães 2014

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